5 de dezembro de 2009

Consenso


No consenso existem dois meios comuns. Um é um acordo geral entre os membros de um grupo ou comunidade, o outro é como uma teoria e prática de receber tais acordos.

Consenso não é um sistema de votação, mas uma forma que todo o grupo ou comunidade entra na tomada de decisão. O voto consiste em estabelecer um ponto que a maioria concorde, como por exemplo na escolha de uma ou mais pessoas para uma determinada posição de "poder" através de uma eleição onde quem obtiver mais votos vence.

Ambos fazem parte do processo construtivo da negociação compartilhando a tomada de decisão com todos (100%) os interessados, porém a decisão por consenso tem a tendência de ser mais construtiva, na qual todas as opiniões são ouvidas, ponderadas, e inclusive as minorias ou partes de menor influência no grupo tem voz para renegociar uma determinada decisão, colocando seus pontos de modo a manter a discussão sobre um determinado assunto até que um consenso se estabeleça. O consenso se refere à liberdade com que uma pessoa trabalha em uma comunidade ou grupo.

    "O consenso leva em conta as preocupações de todos e visa a resolvê-los/aclarar-los antes que a decisão seja tomada. O mais importante, neste processo é incentivar um ambiente em que todos são respeitados e todas as contribuições são avaliadas. O consenso formal é um processo de decisão mais democrático. Grupos que desejam envolver sempre mais voluntários na participação têm a necessidade de utilizar um processo inclusivo.


Para atrair e envolver cada vez mais pessoas é importante que o processo incentive a participação, permita o acesso igual ao poder, desenvolva a cooperação e crie um sentido da responsabilidade individual para as ações do grupo. O objetivo do consenso não é a seleção de diversas opções, mas o desenvolvimento de uma decisão que seja a melhor para o grupo como um todo. É em síntese evolução, não competição nem atrito."

O consenso, o dissenso e a política

A política é dissenso, não há talento algum em cooptar o opositor, comprando seu apoio e transformando-o num subordinado. Há um senso comum que concebe alguns líderes públicos maringaenses como políticos de extrema competência, mas segundo nossos pressupostos, podemos dizer que isto é um equívoco, pois atuar politicamente sem considerar o conflito é mascarar a realidade, brincar de faz-de-conta e estabelecer bases de atuação que não se sustentam por muito tempo, pois acabam ficando muito onerosas para serem mantidas, em geral com cargos, concessões, contratos, títulos e honrarias etc.

Como assegura um sociólogo chamado Francisco de Oliveira, isso é, na verdade, a anulação da política. Ou seja, faz-se “consenso imposto” e se chama a isso política. Os consensos devem ser estabelecidos nos embates públicos, transparentes e nas arenas democráticas.

Se existe um elemento positivo na política é o fato de as pessoas poderem expressar opiniões visceralmente contrárias à maioria e nem por isso serem punidas por suas opiniões.

A troca de idéias, o debate acalorado, só contribui para o amadurecimento das instituições democráticas. O contrário é ditadura.

Na atual sociedade democrática, legitimada pela “Constituição cidadã”, a esfera pública pós-1988 caracteriza-se por uma necessária participação da sociedade civil nos processos e instâncias de gestão que devem ser paulatinamente ampliadas e estendidas até alcançar todos os segmentos sociais e não apenas os historicamente organizados que já têm assento em todas as mesas de decisão, desde sempre no Brasil.

Podemos dizer então que, ao contrário do que se admite comumente em todas as mesas de prosas sobre política, a atuação de alguns de nossos principais representantes demonstra incapacidade e incompetência para o exercício da verdadeira política.

Muitos cidadãos da sociedade maringaense e regional estão ávidos por se tornarem atores principais nessa arena pública onde hoje se vê apenas astros reluzentes e coadjuvantes medíocres que não têm fala, a não ser que a fala seja para compor o consenso.

Fico imaginando o que os descendentes de muitos homens públicos de hoje pensarão destes daqui a algumas décadas, pois a trajetória que estão registrando nos anais da história é constrangedora.

Muitos serão renegados pelos seus descendentes, mesmo aqueles cuja herança venha a ser muito volumosa. Nem precisamos ir além, no tempo e no espaço, para materializar o que isso significa.

Há certo sobrenome nesta cidade, de certo ex-prefeito, que ninguém se orgulha em dizer que possui, aliás, a maioria dos membros de tal família se mudou para outros Estados e os que, por ventura aqui permanecem, não desfilam frequentemente nas colunas sociais dos jornais locais.

Queremos atuar ao lado de líderes políticos que saibam governar sem abstrair e desconsiderar as diferenças e os conflitos por uma razão muito simples: eles existem nesta sociedade marcada por desigualdades e desconsiderá-los significa ajudar a reproduzir a desigualdade que gera problemas sociais que nem a mais articulada capacidade de cooptação será capaz de resolver.

Demais comentários nesse site:
http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/215403

Ambivalência


Ambivalência é um estado de ter simultânea, sentimentos conflitantes para uma pessoa ou coisa. De outro modo, ambivalência é a experiência de ter pensamentos e emoções simultaneamente positivas e negativas para alguém ou alguma coisa. Um exemplo comum de ambivalência é o sentimento de amor e ódio para uma mesma pessoa.

A palavra "ambivalente" deriva do latim prefixo ambi, que significa "dois" e valência, que é derivado do latim valentia, significando "força".O termo foi proposto pelo psicanalista Eugen Bleuler (Vortrag über Ambivalenz, 1910) e foi depois redefinido por Freud.

É comum utilizar a palavra "ambivalente", para descrever a falta de sentimentos para uma questões ou circunstâncias. Mas palavra mais específica e convencionalmente aceita para usar neste caso seria "indiferente". Uma boa maneira de lembrar uma utilização correta é a de lembrar que o prefixo ambi significa "ambos", por isso, se você é "ambivalente", você tem sentimentos positivos e negativos para algo, ou ter sentimentos de ambos os lados de uma questão.

Ambivalência é vivida como psicologicamente desagradável quando os aspectos positivos e negativos de um assunto são presentes na mente de uma pessoa ao mesmo tempo. Este estado pode levar a evasão, ou a deliberada tentativa de resolver a ambivalência. Quando a situação não requer uma decisão a ser feita, as pessoas têm menos desconforto mesmo quando sentimento ambivalente.

Subjetividade



Subjetividade é entendida como o espaço íntimo do indivíduo (mundo interno) com o qual ele se relaciona com o mundo social (mundo externo), resultando tanto em marcas singulares na formação do indivíduo quanto na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações. A psicologia social utiliza freqüentemente esse conceito de subjetividade e seus derivados como formação da subjetividade ou subjetivação.

A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos.

Através da nossa subjetividade construímos um espaço relacional, ou seja, nos relacionamos com o "outro".

Comunismo


O comunismo pode ser definido como uma doutrina ou ideologia (propostas sociais, políticas e econômicas) que visa a criação de uma sociedade sem classes sociais. De acordo com esta ideologia, os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, etc) deixariam de ser privados, tornando-se públicos. No campo político, a ideologia comunista defende a ausência do Estado.

As idéias do sistema comunista estão presentes na obra "O Capital" de Karl Marx. Nesta, o filósofo alemão propõe a tomada de poder pelos proletários (operários das fábricas) e a adoção de uma economia de forma planejada para acabar com as desigualdades sociais, suprindo, desta forma, todas as necessidades das pessoas. Outra obra importante, que apresenta esta ideologia, é "O Manifesto do Partido Comunista" de Marx e Engels.

O grande marco histórico do comunismo foi a Revolução Russa de 1917. Podemos citar também, neste contexto, a Revolução Cubana que ocorreu em 1 de janeiro de 1959.

Outros importantes teóricos do comunismo foram: Rosa Luxemburgo, Antônio Gramsci e Vladimir Lênin.

1 de dezembro de 2009

Jean-Jacques Rousseau


Jean-Jacques Rousseau (Genebra, 28 de Junho de 1712Ermenonville, 2 de Julho de 1778) foi um filósofo suíço, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata. Uma das figuras marcantes do Iluminismo francês, Rousseau é também um precursor do romantismo.

Ao defender que todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte da natureza do homem, Rousseau inspirou todos os movimentos que visavam uma busca pela liberdade. Inclui-se aí as Revoluções Liberais, o Marxismo, o Anarquismo etc.

Sua influência se faz sentir em nomes da literatura como Tolstói e Thoreau, influencia também movimentos de Ecologia Profunda, já que era adepto da proximidade com a natureza e afirmava que os problemas do homem decorriam dos males que a sociedade havia criado e não existiam no estado selvagem. Foi um dos grandes pensadores nos quais a Revolução Francesa se baseou, apesar de esta se apropiar erroneamente de muitas de suas idéias.


Pode-se chamar de Revoluções Liberais aquelas revoluções políticas iniciadas no século XVIII, que se desenvolveram no século XIX, e possuíam forte influência do Iluminismo.
Dentre estas pode-se citar:

30 de novembro de 2009

Marxismo


O Marxismo é o conjunto de idéias filosóficas, econômicas, políticas e sociais elaboradas primariamente por Karl Marx e Friedrich Engels e desenvolvidas mais tarde por outros seguidores. Baseado na concepção materialista e dialética da História interpreta a vida social conforme a dinâmica da base produtiva das sociedades e das lutas de classes daí conseqüentes.
 
O marxismo compreende o homem como um ser social histórico e que possui a capacidade de trabalhar e desenvolver a produtividade do trabalho, o que diferencia os homens dos outros animais e possibilita o progresso de sua emancipação da escassez da natureza, o que proporciona o desenvolvimento das potencialidades humanas.


A luta comunista se resume à emancipação do proletariado por meio da liberação da classe operária, para que os trabalhadores da cidade e do campo, em aliança política, rompam na raiz a propriedade privada burguesa, transformando a base produtiva no sentido da socialização dos meios de produção, para a realização do trabalho livremente associado - o comunismo -, abolindo as classes sociais existentes e orientando a produção - sob controle social dos próprios produtores - de acordo com os interesses humanos-naturais.

Fruto de décadas de colaboração entre Karl Marx e Friedrich Engels, o marxismo influenciou os mais diversos setores da atividade humana ao longo do século XX, desde a política e a prática sindical até a análise e interpretação de fatos sociais, morais, artísticos, históricos e econômicos. O marxismo foi utilizado desvirtuadamente como base para as doutrinas oficiais utilizadas nos países socialistas, nas sociedades pós-revolucionárias.

No entanto, o marxismo ultrapassou as idéias dos seus precursores, tornando-se uma corrente político-teórica que abrange uma ampla gama de pensadores e militantes, nem sempre coincidentes e assumindo posições teóricas e políticas às vezes antagônicas, tornando-se necessário observar as diversas definições de marxismo e suas diversas tendências, especialmente a social-democracia, o bolchevismo, o esquerdismo e o comunismo de conselhos.

Proletariado


Proletariado (do latim proles, “filho, descendência, progênie”) é um conceito usado por anarquistas, comunistas e marxistas para definir a classe antagônica à classe capitalista. O proletário consiste daquele que não tem nada além da força de trabalho, vendendo-a para sobreviver.

O proletário se diferencia do simples trabalhador, pois este pode vender os produtos de seu trabalho (ou vender o seu próprio trabalho enquanto serviço), enquanto o proletário só vende sua capacidade de trabalhar, e, com isso, os produtos de seu trabalho e o seu próprio trabalho não lhe pertencem, mas àqueles que compram sua força de trabalho e lhe pagam um salário.

Ao vender sua força de trabalho, o proletário aliena-se de seus próprios atos e submete-os à vontade do comprador, que o domina autoritariamente. O comprador (o capitalista) comanda o trabalho do proletário e se apropria de seus produtos para vendê-los no mercado. A palavra proletariado define o conjunto dos proletários considerados enquanto formando uma classe social.