24 de dezembro de 2009

Pseudociência


Uma pseudociência é qualquer tipo de informação que se diz ser baseada em factos científicos, ou mesmo como tendo um alto padrão de conhecimento, mas que não resulta da aplicação de métodos científicos.

Motivações para a defesa ou promoção de uma pseudociência variam de um simples desconhecimento acerca da natureza da ciência ou do método científico, a uma estratégia deliberada para obter benefícios financeiros, filosóficos ou de outra natureza. Algumas pessoas consideram algumas ou todas as formas de pseudociências como um entretenimento sem riscos. Outros, como Richard Dawkins, consideram todas as formas de pseudociência perigosas, independentemente destas resultarem ou não em danos imediatos para os seus seguidores.

Classificação das pseudociências

Tipicamente, as pseudociências falham ao não adoptar os critérios da ciência em geral (incluindo o método científico), e podem ser identificadas por uma combinação de uma destas características:
  • Ao aceitar verdades sem o suporte de uma evidência experimental;
  • Ao aceitar verdades que contradizem resultados experimentais estabelecidos;
  • Por deixar de fornecer uma possibilidade experimental de reproduzir os seus resultados;
  • Ao aceitar verdades que violam falseabilidade;
  • Por violar a Razão de Occam (o princípio da escolha da explicação mais simples quando múltiplas explicações viáveis são possíveis); quanto pior for a escolha, maior será a possibilidade de errar.
Pseudociências são distinguíveis de filosofias, revelações, teologias ou espiritualidade pois elas dizem revelar a verdade do mundo físico por meios científicos (ou seja, muitas normalmente de acordo com o método científico). Sistemas de pensamento que se baseiam em pensamentos de origem "filosófica", "divina" ou "inspirados" não são considerados pseudociência se eles não afirmam serem científicos ou não vão contra a ciência.

Pseudociência comparada à protociência

A pseudociência difere também da protociência. A última pode ser definida como especulações ou hipóteses que ainda não foram testadas adequadamente por um método científico, mas que é de todo modo consistente com a ciência existente ou que, sendo inconsistente, oferece uma explicação razoável para a inconsistência. Pseudociência, ao contrário, procura testes adequados ou a possibilidade destes, ocasionalmente não testáveis em princípio, e seus defensores são frequentemente estridentes em insistir que os resultados científicos existentes estão errados. A Pseudociência frequentemente não responde aos procedimentos científicos normais (exemplo, revisões, pubilicações em periódicos padrões). Em alguns casos, não é possível, aplicando métodos científicos, contradizer uma hipótese pseudocientífica (verdades não testáveis) e a falha em contradizer é frequentemente citada como uma evidência da verdade da pseudociência.

As fronteiras entre pseudociência, protociência, e a ciência "real" são frequentemente pouco claras para observadores não especialistas. Elas podem ser mesmo obscuras para especialistas. Muitas pessoas já tentaram estabelecer um critério objetivo para o termo, com pouco sucesso. Frequentemente o termo é utilizado como uma expressão pejorativa para significar uma opinião sobre um assunto, independente de qualquer medida objetiva.

Se as verdades de uma dada pseudociência pudessem ser experimentalmente testadas ela pode ser uma ciência real, mesmo que não seja usual ou intuitivamente inaceitável. Se ela não pode ser testada, ela deve ser uma pseudociência. Se as assertivas feitas são inconsistentes com os resultados experimentais existentes ou com a teoria estabelecida, ela é frequentemente uma pseudociência. Ao contrário, se as assertivas desta "ciência" não podem ser testadas experimentalmente ela não deve ser uma ciência real, entretanto aceita ou intuitivamente aceitável.

Nesta circunstâncias é difícil de distinguir qual de duas "ciências" opostas é válida; por exemplo, ambos os proponentes e oponentes do Protocolo de Quioto sobre o aquecimento global pediram auxílio a cientistas para apoiar posições científicas contraditórias, devido aos diferentes objetivos políticos. Este engajamento da ciência à serviço da política é muitas vezes chamado "ciência suja".

Nenhum comentário: